sábado, 2 de maio de 2015

Resenha: Onde a Lua não Está

    Olá, leitores! Hoje tem resenha! Aeeeee! Eu amo esse livro e espero que vocês entender o porquê. 

Título: Onde a Lua não está
Subtítulo: inexistente
Escritor: Nathan Filer
Editora: Rocco
Páginas: 

Sinopse: 
Numa viagem de férias em família, dois irmãos saem numa aventura infantil no meio da noite, mas apenas um deles volta a salvo para casa. Finalista do Costa Book Awards, Onde a lua não está é o elogiado romance de estreia de Nathan Filer, enfermeiro da área de saúde mental e poeta performático britânico. Permanentemente assombrado pela morte do irmão, portador da Síndrome de Down, Matthew nunca desistiu de tentar entender o que aconteceu na fatídica noite e acredita ter descoberto uma maneira de trazê-lo de volta, neste comovente romance de formação que inspirou um curta-metragem dirigido por Udo Prinsen.

    O que dizer sobre "Onde a lua não está"? A narrativa me pareceu muito confusa e foi, até certo ponto. Matthew tem Síndrome de Down, então eu amei essa primeira confusão! A forma como a vida dele é contada, cada detalhe, seus sentimentos e pensamentos, tudo de forma muito inesperada, faz com que o leitor veja que a realidade para algumas pessoas é outra. 
     Afinal, é muito fácil alguém te contar como é tal doença e você entender. Mas isto não significa que você sabe como é e pelo que essa pessoa passa. O que Matthew passa, por mais surreal que seja de início, é mais natural do que eu e muitos imaginam. Encantei-me pela vida dele, por ele, pela família... Tudo o que não me parecia possível em 100 primeiras páginas lidas. Mas, agora, após ter terminado e parado para refletir, vejo que tem mais significado para mim do que muitos livros que achei legais logo de cara. 
      O que desperta maiores problemas na mente de Matthew é a morte de seu irmão mais velho, Simon, que ele se culpa tanto, por ter acontecido no dia em que ele quis sair do trailer onde a família se hospitalizara durante as férias no meio da noite, para assustá-lo. Por mais doido que pareça, por trás toda a reviravolta que a família enfrenta, há uma "mensagem oculta" (acredito muito que todos os livros; filmes; seriados; absolutamente tudo tenha uma mensagem que nem todas as pessoas são capazes de perceber), que diz que quando se ama alguém, você nunca vai aceitar que o perdeu e pouco importa se você é uma pessoa mentalmente normal ou não.            Mais uma coisa que me fez pensar é na forma como Matt trata tudo isso é o fato de ele ser o único que vê o irmão, que ouve sua voz, que sente sua presença, porque o ama e não quer acreditar que a sua morte era real, o que faz com que os outros pensem que ele é doido. E, por um momento, o leitor realmente passa a acreditar que Simon não morreu; ele está lá, chamando Matt para brincar o tempo todo; de quão forte é envolvente a narrativa do livro criado por Nathan Filer.

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